O vencedor sempre caminha. O perdedor sempre estaciona.
Einstein disse: nada acontece até que algo se mova.

Sucesso, realização, objetivos e outras tantas buscas, somente acontecem quando nos propomos a abandonar a zona do conforto da passividade e a nos movimentar em busca delas.
Um empresário chinês – que não recordo o nome – um dos primeiros milionários que enriqueceu utilizando a Web, disse ter alcançado o sucesso por ter aplicado um lema adotado pela sua família, que, traduzido para o português, tratam-se das iniciais de três palavras: “T B C”.
Pense um pouco. Procure adivinhar as tais palavras.
Trabalho Bem Caprichado? Talento, Bondade, Confiança? Tenacidade, Brilhantismo, Criatividade? Tranquilo, Batalhador, Competente?
Não, nada disso. O lema é simplesmente “Tira a Bunda da Cadeira”!
Sem dúvida que tal afirmação se trata de uma verdade incontestável, porém de difícil aplicação na prática, uma vez que a tendência à passividade é muito reforçada em nós, seres humanos, justamente devido à nossa inteligência, ou melhor, ao mau uso dela.
Ironicamente, existem duas piadinhas de bichinhos relacionadas ao poder que a racionalização tem de nos desencorajar na busca pela nossa realização.
Uma centopéia caminhava tranquilamente quando lhe perguntaram como é que ela conseguia articular todas suas perninhas de uma só vez. Ela parou para responder e começou a pensar, pensar e pensar. E acabou que ela nunca mais saiu do lugar.
Outra piada é a respeito do besouro. Segundo os estudiosos, esse inseto, devido à sua anatomia, jamais poderia voar. No entanto, ele voa porque ninguém ainda lhe falou de suas limitações.
Destas anedotas aprendemos o quanto é importante ignorar o próprio diálogo interno sabotador e as pessoas negativas e amarguradas que não acreditam nelas mesmas e nem nas pessoas.
Se você neste momento tem alguma dúvida em relação a uma idéia ou a uma decisão a ser tomada, e não se sente seguro o suficiente para ouvir o seu próprio coração, não se precipite tomando uma atitude por impulso e nem busque a opinião de pessoas negativas, pois em poucos minutos você se sentirá desacreditado, acabando de desistir daquilo que pode trazer um novo sentido à sua vida.
Diante do desânimo, não se retraia e nem se isole. Saia da concha! Caminhe, vá à sorveteria ou ao salão de beleza. Respire novos ares, abra os braços e acolha a vida que está ai diariamente a nos oferecer um alvorecer de infinitas possibilidades.
A dupla vencedora Milionário e José Rico canta que “Nesta longa estrada da vida, vou correndo e não posso parar, na esperança de ser campeão, alcançando o primeiro lugar”, por tanto, tenha cuidado com as pessoas com quem você anda.
Os perdedores estacionam ao lado dos perdedores para lamentar do quanto o caminho é longo, e também para, confortavelmente sentados, lançar um mau agouro aos que insistem em prosseguir na caminhada.
Já os vencedores caminham ao lado dos vencedores, pois a satisfação que sentem em percorrer o caminho independe da distância que tenham de caminhar.
Hélio Arakaki- Educador, Prof de Karate, Facilitador de Biodanza, Consultor para o desenvolvimento dos potenciais humanos em empresas – www.muryokan.com.br
As duas abelhas
Certo dia houve uma trombada entre duas abelhas, uma era linda, forte e carregava um potinho carregado de néctar que acabara de retirar de uma flor, a outra estava feia, maltratada e fraca.
A abelha forte pediu desculpa pela trombada e perguntou como ela estava, a fraca, por sua vez, respondeu que não estava nada bem, começou a dizer indignada, a confusão que ocorria em sua colméia:
- A minha colméia está horrível, anda numa interminável guerra interna!
- Mas por que isso está acontecendo?
- A guerra é porque há uma abelha que chamam de rainha, ela delega trabalho a todos; alguns vivem só para procriar, outras para cuidar dos ovos, outras ficam paradas na entrada dizendo que protegem a colméia, e a maior parte se mata de trabalhar indo de flor em flor buscar comida para todas as outras, que não fazem quase nada, além de comer, isso está errado! Todos têm que fazer de tudo um pouco; por que umas fazem o serviço mais pesado e as outras ficam na moleza?
- Por que vocês vivem em sociedade, e por viverem dessa forma cada um tem que fazer a sua parte!
- Vai dizer que sua colméia é igual a minha?
- Lógico que é, lá nós temos uma rainha maravilhosa, que dá diversos dons a cada uma das abelhas; umas vivem para procriar e cuidar dos ovos, e com isso nunca vêm a beleza que é o sol e a natureza, outras ficam na porta da colméia, nos defendendo, arriscando a própria vida para salvar a colméia e outras, como eu, trabalham duro, carregando pesados potes de polens mais em compensação sentimos os deliciosos cheiros das flores; lá na minha colméia ninguém é melhor ou pior que ninguém porque todo mundo faz o que sabe e o que gosta e sendo assim, consegue ver o lado bom dos trabalhos e esquecer o lado ruim.
A abelha fraca não entendeu o que a outra disse, continuava achando injusto a forma de divisão de trabalho; terminaram a conversa e cada uma tomou seu rumo. A colméia da abelha hoje é a maior da floresta, vivem em paz e harmonia, cada uma fazendo a sua parte para que a colméia continue crescendo. Já a da abelha fraca foi destruída, mas não pelos bichos que as atacaram, e sim pelo egoísmo, pela ganância e por se sentirem superiores umas às outras.
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